segunda-feira, 28 de abril de 2014

Virose

Meu corpo arde em febre, não consigo
Minha cabeça explode, cadê os fragmentos?
Meu estômago me atormenta e eu expeli os líquidos, não tem mais nada
Meus olhos pesados me deixam dormindo por todos os instantes
Sinto infinitos sentimentos, todos me derrubam



Vômito

Me dói a barriga
Me corrói as entranhas
Minhas pernas amolecem
Uma dor excruciante que me faz desistir
BlAAAAAAARHG
         
                                                                         alívio


domingo, 13 de abril de 2014

Incenso
In censo
Mistura o cheiro no olfato
O fato de que meu senso já não cabe em mim
in

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Essas minhas "machices" que divertem as pessoas, eu não sei como responder. 
-Qualé, mano. Tá tirando?- Seria suficiente?
Ah, são minhas necessidades, sim. Eu sou menina, mas só por ser menina eu tenho que prender um peido ou engolir um catarro? Ah, vá chupar rola. 
Que moralismo é esse, galera? Eu peido sim, arroto sim, faço tanta besteira quanto um dono de zona, escarro longe e faço resgate no meio do povo. Ué, eu sinto necessidade, e não fico de frescura por qualquer coisa. Dá licença! Obrigada.
Qual o problema? É nojento? Constrangedor? Engraçado? Broxante? Pois vocês que fazem isso escondido por medo de falarem mal, saibam que é muito mais feio.
Lição de casa: Vai se libertar, se liberte à medida em que lhe cabe. 
Vem cá, me faça uma massagem.
Sério, não tem nenhuma intenção por trás. É que meus ombros estão doendo.
Me trás água, por favor? Continuo com sede.
Vamos ver um filme, eu estou carente.
Vamos transar? Mas por favor, sem beijo na boca ou carinho, sem frescuras.
Chega mais perto, só me faça chegar lá. Não me peça pra fazer o mesmo, estou com nojo.
Eu sei que você quer, cala a boca.
Escandaloso.
Eu quero tomar água!
Ow, eu tô com sede.
Quero fumar um cigarro, tô sem saco pra aguentar minhas ânsias de vômito e pressão baixa.
Af, quero ver as luzes da cidade. Quero ficar me deprimindo e pensando: e se?
Hm, tenho que estudar, não, não quero.
Tenho que tomar no cu, me falta companhia e coragem.
Poxa, como eu sou bosta!

Soco

Me tome nos braços
Me tome essa dor
Me deixe em pedaços
Me plante em ardor
Não diga nada
Nade nessas lágrimas infames
Não me tenha pena
Me proponha uma cena
Mas a cena eu faço
E te faço de palhaço
Meu ego já cai aos pedaços
Num sussurro eu chamo seu nome
Num nome tantos xingamentos possíveis
Em meio em tanto xingamento, sentimento