domingo, 28 de dezembro de 2014

Como era pra ser

Você tem outra pessoa.
Por que eu realmente achei que daria certo?
Pessoas igualmente desprezíveis procuram por alguém que os preencham, e não é com lágrimas e silêncio que eu poderia o fazer, não é mesmo?
Todas as letras que eu lia, que me iludiam, cada demora pra me responder. Merda, por que eu achei que seria diferente?
Ah, sim, aquele velho jogo de sedução do menino problema, que encontra uma menina problema, desenvolvendo seus gostos, mas sempre, sempre vai ter a parte que está mentindo. Sinto por não ter sido eu.
É, eu gostei pra caralho de você, e ver fofuras na rede social não me deixam melhor em nada.
Será que vocês também se parecem? Será que ela te deixa confortável? Será que ela é mais uma?
Eu queria te odiar, mas no momento estou ocupada demais me odiando por odiar essa ilusão que criei.
Hoje é um dia ruim. É sim.
Hoje eu chorei até meu pano pingar. E também assoei tanto o nariz, ele ficou assado. Meu olho também. Mas não o assoei, só o esfreguei. Se eu o assoasse, talvez eles secariam e não teriam gotejamento de escape toda hora.
"On another love, another love"... Esse refrão não me sai da cabeça. Ah, ouvir músicas tristes e chorar é tão clichê que já sinto vergonha de ser meu passatempo preferido.
Eu queria saber o motivo da gente soltar um sorriso sincero e fofo, igual daqueles de filme, quando ouve uma música triste, que vai ficando menos triste. Na verdade, eu sempre faço isso e sempre procuro as câmeras, ou alguma outra memória que me faça continuar triste.
Mas hoje é diferente. Hoje sinto necessidade de mudança, como se eu quisesse vomitar algo muito ruim de dentro de mim, e como não posso me vomitar por inteira, então eu choro.

domingo, 30 de novembro de 2014

Paixões anuais

Eu disse que não esqueceria
Disse até que ele era tão lindo que chegava a doer
Sério, eu disse, e não faz tanto tempo.
Na verdade, foi antes do cara anterior que beijei.
Ah, esse cara, ele era diferente. Sim, ele era...
Maldito! Não me responde, não me chama.
Ele que vá à merda. Mimadinho do caralho.
Opa, aquele ali é tão lindo, e beija tão bem.
Hm, acho que combinamos. Que sexo incrível.
Babaca, não me dá atenção. Mais do mesmo, ótimo.
E aquele que fiquei sério por um tempo?
O que me envolvi virtualmente e foi mais intenso do que qualquer outro?
Ou aquele que fiquei e não quis olhar na cara?
Quem sabe até o que me fez não ficar a fim de ninguém?
E todos os beijos que experimentei nesse tempinho?
Será que eles ainda habitam a mente alheia?
Será que todos os elogios a respeito de mim eram verdadeiros?
Quantas vezes encanei por um garoto
Pra no fim eu apenas dizer: ele beijava mal/ era um babaca/ ruim de cama/ tinha bafo/ imaturo
Ou qualquer outra desculpa pra torná-lo menos interessante
Ah, mas eu senti tanto
E aqui vai um agradecimento especial às músicas tristes, aos episódios que me ocupavam o tempo todo, à faculdade, às cervejas que tomei até tarde no bar, aos dias de sol que me enchiam de lembranças familiares, aos amigos que me mandavam ficar de boa e a tudo que comi pra me sentir menos vazia.
E no ano que vem, prometo fazer tudo de novo
Um pouco pior.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Rima de sono

Eu decidi passar frio
Lembrei de quando nadava de biquíni no rio
E de todas as vezes que chorei no meio-fio
Eu decidi me cobrir
Lembrei de todas as vezes que você esteve aqui
E de como isso me fazia rir
Eu decidi rimar à toa
Lembrei de quando disse que nisso eu era boa
Mesmo que não importasse o quão ridículo minha rima soa
Eu decidi escrever algo engraçado
Lembrei que nisso eu sou fracassado
E que pioro quanto tento fazer algo forçado
Eu decidi escrever algo com sentimento
Lembrei que cada palavra anseia por um momento
E não me surpreenderia se eu encontrasse textos iguais, sensações iguais ou qualquer tipo de expressão, em algum outro tempo.

Bem ruim

Ta numa fase tão forte
Todo mundo fazendo poema
Mas poema não sei escrever
Só escrevo o que sinto, o que penso e o que eu quero
Não tem rima nenhuma, sei que posso começar a inventar
Posso fazer você tentar ler
Mas antes eu pergunto
Por que todo mundo rotula alguma coisa, pra ser?

sábado, 15 de novembro de 2014

James Blunt

Tanta coisa que ninguém sabe sobre mim. Coisas até que eu mesma não sabia, mas por repetição, acabamos percebendo.
Percebi que James Blunt me trás algo inconsolável, e que eu só escuto quando quero chorar ou ficar triste, e mesmo assim, é um dos cantores que mais gosto, mesmo sendo totalmente indiferente pra mim. Ah, claro, são sempre as mesmas músicas. Será que ele já está fazendo parte da minha vida? Será que estou namorando platonicamente o James Blunt? Pode ser, ele é a cara de um rolo por aí. Verdade, eu acho ele bonito!
Droga, eu admito que sempre que o escuto, me imagino passando manteiga no pão e tomando suco de laranja, que solta meu intestino. E isso acarreta num mal estar, que... nossa.
Mas eu realmente gosto muito de ouvir o James Blunt sussurrando em meus ouvidos, enquanto fico lembrando das minhas tristezas e das coisas que não voltam mais, que me incomodam demais. James Blunt é tão 2006, e esse ano foi o auge da minha depressão. Criança, que ao invés de brincar na rua, ficava lendo revistas adolescentes e sofrendo por um relacionamento que nunca existiu.
Mas, quer saber, eu sempre terei um lugar reservado na minha vida, no meu coração, no meu pensamento, na minha biblioteca, no meu celular e na minha mesa de café da manhã, pro James Blunt. E isso que ele nem é um dos meus preferidos. Mesmo assim, depois de Tears and Rain, entreguei uma parte do meu coração e dos meus ouvidos à ele. 

Desabafo~

Sabe quando flashes saudosistas lhe vem à mente e isso acaba se estendendo até um ponto em que nada que você faça parece te conformar?
Talvez um abraço apertado, fotos e lembranças.
Nada parece me conformar
Não que seja ruim, e talvez seja este o problema
Por que quanto melhor a lembrança, maior é a dor que me invade?
Eu realmente gosto, e talvez minha vida seja baseada nisso tudo, nesse constante saudosismo.
Sim, você se sente um pouco vazia quando tudo que restou foram lembranças, e que essas mesmas lembranças te motivam a algo muito maior.
Me pego confusa tantas vezes, tentando entender o por que de eu ter agido de tal maneira, e se eu seria tão feliz quanto fui naquele momento.
Às vezes só quero chorar, e às vezes nem quero, só choro.
"Lágrimas começam a rolar do seu rosto quando você perde algo que não pode substituir", já cantava Chris Martin, em Fix you. E falando nele, por que diabos Coldplay me enche de lembranças que me aperta o coração? Todo mundo tem uma banda que te faça torcer a boca e olhar pra baixo, se pegando numa memória tão feliz a ponto de te dar uma pontada no peito e querer dar um rumo novo à sua vida.
E aquele discurso batido do: eu era feliz e não sabia. Claro, nunca fez tanto sentido pra mim. Se as pessoas soubessem o que lhes iam acontecer nos próximos goles de bebida, nas próximas aproximações e nas próximas atitudes, ainda sim, acabariam em lembranças. Será que essa situação toda seja porque agimos inesperadamente e a consequência foi inesperadamente melhor do que pensávamos, se é que pensávamos?
Eu realmente queria poder reviver todos os momentos que me sufocam. Sim, eu deveria ficar feliz ao lembrar deles... E eu fico! Mas o problema é que eu queria repetir tudo isso, e sabe por quê?
Medo
Medo de que minha felicidade toda tenha se prendido naqueles momentos que não voltarão mais.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Eu expus meus textos
pra um bom número de pessoas
Não que todas elas leram, mas alguns gostaram
Por muito tempo tive medo da rejeição
Mas meus sentimentos podem ser compartilhados
e entendidos
e identificados
Então eu recebo elogios, e sorrio, agradeço
Mas agradeço muito mais a quem leu e sentiu algo
a quem se sentiu ofendido, perturbado
Meu muito obrigado a natureza humana
Não faço poemas
Não sei rimar nas estruturas
Escrevo assim porque gosto
Porque não sei lidar com acentos
Muito menos com vírgulas
Prefiro continuar sem pausas
E se for pra pausar
Que seja de uma vez
E se diz que não escrevo textos
Escrevo meus demônios, então
Ainda que eles não caibam em palavras digitadas
E tampouco em linha pós linha

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Paixão de semana

É apenas mais um, eu repito pra mim mesma, pro meu "último gole", meu "último trago"
É só mais um, sério, amanhã já nem lembro mais
Mas acordo com aquela maldita imagem na minha mente
Ah, que merda
-Qual é? Sai daqui! Penso em voz alta, e esse demônio escuta, mas tem coisa melhor pra fazer
-Ah, sério? Tá, fica aí, mas não me incomoda
Beleza, logo passa mesmo. Pode ficar aí, eu não me importo
Dou risada, faço careta, encho o saco e o mando para o inferno
Ah, verdade, o inferno já é esse maldito pensamento
Vou dormir
-Ok, eu te acompanho
-Sim, boa noite. Até amanhã?
-Sei lá, você que sabe.

Um caminho diário se torna tão surpreendente quando minha mente está vazia
Como se todos os olhares se perdessem em um pensamento diferente, assim como o meu
Assim como eu, devem achar que estão os olhando
Sempre me pergunto o que as pessoas acham uma das outras. O pensamento delas me atrai, e eu me atraio por essa curiosidade.
Como as pessoas pensam sobre o que as pessoas pensam sobre elas? Será que pensam algo, ou simplesmente fingem uma reação pra não pagar de cheias de si?
Eu queria funcionar como um silêncio qualquer, mas este já me habita em alguns pensamentos que me consomem no fim da noite.
Eu tento não parecer indiferente, mas se eu sou indiferente à pessoa, ela pouco importa pra mim.
Ora, eu deveria me importar por quem eu apenas "estou cagando"?
Mas acho que na verdade, as pessoas não são tão interessantes assim.
Bom, tanto faz.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Um cheiro de esgoto misturado com moscas em meio aos panos
um embrulho no estômago
Um banho gelado
é só um desembrulho

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ex

Obrigada pelos presentes
E por estar comigo olhando meus olhos e suas lágrimas
eu devo agradecer pelos banhos juntos
E todas as músicas que cantou para mim
Obrigada mesmo pelos cigarros que deu na minha boca
E todos os drinks que fez pra mim, enquanto eu te ajudava com as frutas
Obrigada por todos os selinhos demorados e abraços apertados
Por toda aula que matamos
Obrigada pelos dois anos incompletos
E por me pedir em namoro sem pedir nada
Obrigada pelo seu corpo no meu
e todos os ritmos dele
Obrigada por sua família ser tão gentil
E pelas noites que dormíamos tão juntos
E pelas transas ao luar, em qualquer lugar
Obrigada pela sua amizade
e pela minha felicidade

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Cansada de ser mal amada
Cansada de não ter alguém
Cansada de escutar as mesmas músicas
Cansada de procurar alguém igual eu
Cansada de criar expectativas
Cansada de não amar
Cansada de amores em vão
Adeus
Dizia, com seus pés na areia e suas lágrimas indo embora com o mar
Um sabor de beijo não dado
Seu corpo cheirava à ele
Um toque inacabado
A lua se despedia dos dois
Um cigarro selava o fim
Sento na janela
Uma dose de conhaque com limão
Um cigarro
Uma música triste tocando alto
E um coração partido

sábado, 4 de outubro de 2014

16

Seus lábios partidos e ressecados não queriam nenhum outro lábio
Queria repousar e deixá-los em paz, queria ficar calma e sentir apenas o gosto do seu suco de laranja sem açúcar
Sem mordidas, sem sugadas violentas, sem saliva nenhuma.
Não queria ninguém lhe invadindo
Nem sua boca, nem sua mente.
Eu tento me distrair
Desligo a TV pra não ouvir o que dizem sobre tragédias
E dentro de mim me explodo em fragmentos irreparáveis
Sinto vontade de voar com o vento da madrugada
Gelado, sereno, acolhedor
Meus pés me levam para onde não quero ir
E mais uma vez, sou obrigada a me acolher em minha solidão
Minha mente se desculpa
E vai ser livre
Em toda madrugada eu quero aproveitá-la
Sair, correr sem rumo, escapar de mim mesma
Mas estou enraizada nessa cama
Em todos os momentos eu só queria me desacorrentar do meu próprio corpo
E minhas mente impiedosa entende
E vai mais além do que meu controle poderia permitir

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Deito
Desmonto
Choro
Olho
Entorto
Choro
Penso
Durmo

Desabafo

Quero queimar meus sentimentos
que seja, eu os escrevi em tantos papéis espalhados por aí
sem nenhum arrependimento, eu queria não ter sentimentos
Minhas lágrimas correm num rosto feio, desagradável
usado por tantas pessoas como alvo de desprezo
Não desejo ter desejos
eu apenas desejo não desejar algo, alguém, isso não importa
por favor, não me amaldiçoe
Por favor, não quero sofrer
mas isso eu já cansei de dizer
e é o que eu mais sei fazer
Eu queria não saber seu nome
seu número de telefone
suas histórias
e seus fracassos
Eu queria não ter me apaixonado
não ter confiado
não ter te escutado
Eu queria que fôssemos diferentes
desse jeito que a gente é
seria menos doloroso
e perigoso
Eu queria ter te esquecido
e nem ter te conhecido

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Caos

Penso em como seria bacana ser uma pessoa bacana
Penso nas reações esquisitas e idiotas que já tive perante aos outros
Em todas as vezes que travei, quando o que eu mais queria era ir adiante
E todas as palavras sufocadas que me sufocaram minutos depois
Penso no que poderia ter sido diferente se eu fosse diferente
E o que iria me diferir das pessoas
Penso que se fosse menos melancólica seria mais atraente
Ou menos indiferente
Penso que se tratasse essa tristeza eu estaria menos farta
Mas o que trataria disso?
Penso que se penso demais, acabo não pensando no que eu mais penso
E se eu penso em não pensar, acabo pensando demais

domingo, 28 de setembro de 2014

Desabafo

Eu queria ser amada.
Se existe algo mais clichê que isso, então estou aqui.
Tenho tantos desejos dispostos a serem realizados
Tenho tantos abraços guardados
Eu queria ser aceita como realmente sou
Sem falso comportamento ou pudor
Sem ter que esconder a melancolia e o drama que se escondem em mim
Sem precisar me forçar a agradar 
Eu queria alguém que me compreendesse
Que não me dissesse: Quero ver você feliz
Mas que me fizesse feliz sem falar nada
Quero alguém pra jogar jogos (de console) de ninja e snowboard quando eu estiver estressada 
(mas que deixe eu ganhar)
E me fazer uma massagem sem que eu peça
Alguém que diga: Hey, a gente combina
Mas que realmente combine comigo, até nas tristezas
(principalmente nas tristezas)
Que não implique com meus vícios e cicatrizes
Que elogie meu cheiro e meu beijo
Que não ligue se eu sou gorda, feia, estranha
Que não ligue pras minhas imperfeições
(que são muitas)
E que venha até a mim quando eu mais estiver triste, e me abrace tão forte...
Quero alguém pra se sentar ao meu lado e fumar um cigarro comigo, enquanto sua cabeça pende ao meu ombro
E deitar olhando estrelas, tomando vinho e coragem pra dizer um: Eu gosto mesmo de você
Que gostasse das mesmas bandas, animes, escritores e filmes que eu
E que dormisse de pijama comigo, após me acompanhar em um chá de hortelã e cigarro.
E que independente de distância, problemas, medos e insegurança, existisse
e me quisesse.





Enfisema

Soro, sabonete e suor
Cigarro, cinzeiro e catarro
Pigarro, pulmão e pessoas
Bebida, balas e bitucas
Morte, mentiras e mais do mesmo

Estado de espírito~ 1 de tantos

Não tô a fim de sexo, nem de beijos molhados e abraços apertados. Tô sem saco pra ouvir alguém e sem coragem de fazer bem à alguém.
Tô de boa, não quero fumar, só quero deitar no sofá e relaxar, de preferência tomando um chá (de hortelã).
Tenho trabalhos pra escrever, dinheiro pra guardar e vontade de beber.
Merda! Só penso em não pensar porra nenhuma.
Não que seja procrastinação, acho que é só um tipo de emoção
Ou não.

Sala de aula~ 13/08/2014

Eu não preciso de alguém
Só quero me convencer que estou bem
E se tudo estiver tudo calmo
Então tudo bem
Mas por ora, peço que me
guarde
e aguarde
Amém!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Carne

Me passa as unhas
Me unha as coxas
Me cheira o pescoço
Me arranha a carne macia
Me deixa marcas
Suga meu pescoço
Sujo seu corpo
Suja minha memória
Com saliva, suor, pele, unhas e gemidos

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sozinha
Um cigarro e uma caneca cheia de gelo me fazem companhia
Nem ligando para o cheiro de cigarro nesse quarto abafado e escuro
Eu desmonto
Penso no tanto que eu poderia ter produzido
Mas rio de mim mesma
-Sou eu, eu digo
Sinto vontade de fazer algo
Mas estou com sono demais pra isso

sábado, 6 de setembro de 2014

Amarelo

Me peguei ouvindo a música que tu me mandou
Aquela que disse que lembrava de mim quando ouvia
(soltando uns risos bobos)
Me peguei bebendo uma cerveja, fumando um cigarro e olhando pro nada
Me peguei pensando em você
Em você dizendo que sente minha falta
Mas não, não foi do nada
Falei muito de ti, hoje
Aqueles sentimentos estão guardados
com carinho~
E todos os abraços dados ainda estão no meu corpo
Bem como os sorrisos que tu me deu
Aqueles que me faziam sorrir
Aqueles assuntos toscos 
(que só nós enxergávamos graça e beleza)
Garoto, como você faz falta
E quando você falava: ah, guria
Por sua culpa eu ainda choro ouvindo Yellow
Por sua culpa eu evito Coldplay 
Por sua culpa eu era tão feliz quando estávamos perto
Como eu te amava, piá
Que sentimento bom eu guardo de ti
Bom, dizem que almas gêmeas nunca morrem
Mas agora você tem outro alguém
(que provavelmente cuida bem melhor de ti)
Mas eu sei que toda vez que chove, é de mim que lembra
Você mesmo disse
Isso poderia ser uma carta
Mas é só poesia
Assim como o seu sorriso 
Assim como nós éramos 

Coito interrompido

O que sou eu nessa cama suja?
O que estes restos de comida espalhados representam pra mim?
Quanto gozo seco eu tive de engolir pra me sentir menos vazia?
Quanto pedaço de pele eu escondi
E quanto eu mostrei à toa?
Quantas expressões eu fingi?
Quanto barulho eu abafei
E quanto eu soltei em vão?
Se eu pudesse eu faria tudo igual
Talvez trocaria as pessoas
e as posições
Mas não, deixa tudo como esteve
Ou como vai vir
Eu não sei

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Quem vai me dizer que sou ninguém? Enquanto eu viajo com meus fones ouvindo algo que te constrangeria e me depredaria.
Eu não quero ser bonita, eu nem conseguiria. Eu não quero ser alvo de olhares, eu não poderia. Eu também não quero que me queiram, porque não queriam.
Embora eu sinta necessidade, eu não quero, eu não acreditaria.

Sou

Me proteja desses postes mijados
e desses sucos industrializados
Me proteja das cinzas dos cigarros
e desse cachimbo apagado
Me proteja desses olhares recíprocos
e de todos os possíveis equívocos
Me proteja também desse cheiro adocicado
e do meu cheiro frutado
Me proteja dos meus tragos
e dos meus pigarros
Me proteja dos erros que cometi
e de todos que ainda não vivi
Me proteja da simpatia
e da empatia
Me proteja dos dedos calejados
e dos escritos rabiscados
Me proteja dos meus passos
e das sujeiras no asfalto
Me proteja também de tudo
inclusive do nada

terça-feira, 29 de julho de 2014

Abraçou um abraço tão sincero e espontâneo
Me envolveu em seus braços
Me distribuiu beijos protetores
Me desejou
Provou meu beijo
Gostou
Provei seu carinho
Gostei
Isso se chama gratidão?

Tão pouco

Afundo meu corpo na cama
Afundo na verdade o meu peso sentimental nas lágrimas
Eu quero correr
Correr de dentro de mim
Como se abandona a si mesmo?
Eu choro por pouco tempo
Meu choro
Meu choro, eu o odeio
E odeio odiar a pessoa que me tornei
Eu quero minha essência
Mas minha poluição a cobriu
E odeio minhas lágrimas por limpar um pouco dessa sujeira interior
Mas afinal
Como voltar à si mesmo?

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Momentos que pedem um cigarro
Músicas que pedem um cigarro
Beijos que pedem uma música
Bares que pedem por beijos
Olhares que pedem por beijos
Bebidas que provocam olhares
Clima~

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Jiló

Sou como um jiló
A maioria faz cara feia quando ouve
É desprezado por grande parte
Agrada a minoria
Tem um sabor estranho, é amargo, repulsivo
(eu adoro)
Tá em unanimidade quando o assunto é: pior alimento
Mesmo assim
Tem quem coma

domingo, 22 de junho de 2014

Merda

Sinto sua falta
Seus beijos não estão mais no meu lábio, no meu corpo. Eu os perdi~
Seu cheiro pertence ao meu olfato, qualquer um deles, eu lembro perfeitamente, me associo à ti, ainda que não esteja mais em mim.
Eu lembro de ti constantemente. É verdade, eu não consegui te esquecer, depois desses três longos anos, eu ainda sinto as mesmas emoções de quando te conheci. É uma confusão do caralho, e sei que não consegue entender, não adianta dizer que sabe (neste momento estou soltando risos conformados).
Eu ainda tenho a certeza de que vamos ficar permanentemente juntos, mas não estou tão certa. O que você acha? Acho que não importa~

(Eu te amo)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Alguém (?)

Nunca fui de acreditar naquilo que diziam sobre dias frios e chuvosos. Nunca pensei que poderia ser uma pessoa carente, que permitisse receber carinho e ofertá-los com dedicação.
Pra falar a verdade, por que isso tá acontecendo?
O que eu fiz? (Ou o que eu não fiz? Vai saber)
Ando sentindo falta de uma companhia, de modo geral.
Me pego pensando em quão bom seria alguém pra conversar à toa, tomando alguma coisa não muito doce, fumando um cigarro, dando algumas risadas, nos tocando de maneira gradativa. 
Nunca me encontrei em estão de carência tão grande quanto o atual. Olha, eu já passei por muitos Estados, e nenhum deles conseguiu me achar tão fraca e persistente quanto agora.
Talvez seja só o clima, afinal, dizem que no frio as pessoas sempre procuram alguém pra sanar suas necessidades. Mas, por favor, não tenho só esse tipo de necessidade (infelizmente). Me sobra vontade de uma companhia boa, esperta, acomodada, mas que não poupe esforços pra uma dose de loucura. Me falta vontade de procurar, ou talvez auto-estima. 
Como chegar em alguém e dizer: Hey, quer vir em casa, tomar uma cerveja, ouvir um som e se aconchegar nos meus braços? Sinceramente, é mais difícil do que parece.
Me vem vontades tão simples e tão difíceis de cumprir sozinha. Constantemente quero andar de madrugada, comprar cervejas e beber em um canto qualquer da rua, mas com alguém cujo os braços estejam envoltos ao meus ombros, me aprovando com beijinhos tolos. Não é pedir demais, na verdade, nem peço...
Dizem que quem procura acha, mas quanto mais procuro, mais em devaneios eu me perco, e acho que já estou perdida.. Em mim e nessa solidão constante.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Tendo

Quero sair correndo, andando, sei lá
E meus pés estão paralisados pelo medo
Quanto tempo espero pela minha vez?
O tempo que me resta para manter meu segredo
Já acabou o verão
Posso me cobrir de insegurança?
Ou posso me assegurar que dias melhores virão?
Por enquanto, os guardo apenas na lembrança
Tenho dentro de mim uma total insensatez
Mas juro, dentro de mim mantenho o segredo
A cada dia conto os dias para o fim do mês
E assim por diante, meu segredo é o medo.

sábado, 17 de maio de 2014

Tons

Passos acelerados
Compassos que marcam errado
Tristes visões embaçadas
Um fio de cabelo embaraçado
Só um
Tantos braços que cercam
Mas de abraços
                          Estou só
Uma voz que me chama
Meus ouvidos entupidos
                   De silêncio
Um grito rouco
Um gemido frouxo
Tristes prazeres que não duram
Descontentamento que perd
                                           (a)
                                                ura
Minhas reclamações contantes
Minha boca seca de um beijo que não veio
Meus dedos frios
Minha pele rasgada
Detalhes desatentos que encontro em mim
Já não fujo
               Aceito

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sem espaço para lágrimas
Meus olhos estão entupidos de visões que deixei passar
Um rumo diferente que não sigo
Minha vida está boa?
Eu penso em tantos casos que meu descaso prevaleceu
Só posso afirmar
Não consigo afirmar coisa alguma
Por favor, me conceda alguma coisa
Eu quero gritar
Desabafar
Mas só faço
Abafar

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Virose

Meu corpo arde em febre, não consigo
Minha cabeça explode, cadê os fragmentos?
Meu estômago me atormenta e eu expeli os líquidos, não tem mais nada
Meus olhos pesados me deixam dormindo por todos os instantes
Sinto infinitos sentimentos, todos me derrubam



Vômito

Me dói a barriga
Me corrói as entranhas
Minhas pernas amolecem
Uma dor excruciante que me faz desistir
BlAAAAAAARHG
         
                                                                         alívio


domingo, 13 de abril de 2014

Incenso
In censo
Mistura o cheiro no olfato
O fato de que meu senso já não cabe em mim
in

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Essas minhas "machices" que divertem as pessoas, eu não sei como responder. 
-Qualé, mano. Tá tirando?- Seria suficiente?
Ah, são minhas necessidades, sim. Eu sou menina, mas só por ser menina eu tenho que prender um peido ou engolir um catarro? Ah, vá chupar rola. 
Que moralismo é esse, galera? Eu peido sim, arroto sim, faço tanta besteira quanto um dono de zona, escarro longe e faço resgate no meio do povo. Ué, eu sinto necessidade, e não fico de frescura por qualquer coisa. Dá licença! Obrigada.
Qual o problema? É nojento? Constrangedor? Engraçado? Broxante? Pois vocês que fazem isso escondido por medo de falarem mal, saibam que é muito mais feio.
Lição de casa: Vai se libertar, se liberte à medida em que lhe cabe. 
Vem cá, me faça uma massagem.
Sério, não tem nenhuma intenção por trás. É que meus ombros estão doendo.
Me trás água, por favor? Continuo com sede.
Vamos ver um filme, eu estou carente.
Vamos transar? Mas por favor, sem beijo na boca ou carinho, sem frescuras.
Chega mais perto, só me faça chegar lá. Não me peça pra fazer o mesmo, estou com nojo.
Eu sei que você quer, cala a boca.
Escandaloso.
Eu quero tomar água!
Ow, eu tô com sede.
Quero fumar um cigarro, tô sem saco pra aguentar minhas ânsias de vômito e pressão baixa.
Af, quero ver as luzes da cidade. Quero ficar me deprimindo e pensando: e se?
Hm, tenho que estudar, não, não quero.
Tenho que tomar no cu, me falta companhia e coragem.
Poxa, como eu sou bosta!

Soco

Me tome nos braços
Me tome essa dor
Me deixe em pedaços
Me plante em ardor
Não diga nada
Nade nessas lágrimas infames
Não me tenha pena
Me proponha uma cena
Mas a cena eu faço
E te faço de palhaço
Meu ego já cai aos pedaços
Num sussurro eu chamo seu nome
Num nome tantos xingamentos possíveis
Em meio em tanto xingamento, sentimento


quinta-feira, 27 de março de 2014

Quinta-feira

Sol
Desânimo
Suor
Pessoas
Cigarro
Sol
Descanso
Cansaço
Cigarro
Café
Pessoas
Garoto
Papéis
Preocupação
Desânimo
Decepção
Mudança
Desordem
Sol
Limpeza
Confusão
Pessoas
Falatório
Tristeza
Desânimo
Tinha um garoto
Ele nem era tão bonito, era bem comum, comum até demais
Eu vivia tentando enchê-lo de predicados, inventando problemas que ele sequer sonhou em ter
Eu gostava dele, de alguma forma, mas eu nunca soube o que ele sentia por mim
Mas esse garoto, agora não mora mais em mim

quarta-feira, 26 de março de 2014

Outra sobre depressão

Sento no sofá, escuto alguma música triste e derramo algumas lágrimas discretas, porém não menos dolorosas.
O dia passa devagar e as pessoas perguntam pela minha visível tristeza, eu desvio o olhar, e solto um: -"Nada não" quase inaudível.
As pessoas me oferecem cigarros e bebidas, mas eu tenho os meus próprios e não quero dividir, não quero me misturar, deixa pra lá.
Dou um trago no cigarro como se tragasse minha tristeza, e por um instante até funciona. Mas olha, meu maço já acabou e a tristeza ainda não.

domingo, 23 de março de 2014

Segunda-feira

Sabe, hoje eu tirei o dia para ter um bom dia.
Sem preocupações, sem aparências ou qualquer coisa que possa me reprimir.
Eu me pergunto: por que diabos não faço isso com frequência? O que me impede? O que me falta (ou me sobra)? 
Bons dias não são aqueles dias felizes, talvez passem longe disso, ou talvez seja indefinível, afinal, sempre tive aquela opinião de que coisas boas não são facilmente descritíveis, e se são, são vagos demais. 
Eu me preocupo tanto em ter um bom dia, que talvez por isso, os evito. Que besteira, eu preciso fingir pra quem? Se eu disser que estou tendo um bom dia, todos os dias, então ele se torna desvalorizado, tsc. 
Gosto daqueles dias em que eu abro os olhos, levanto e quando confiro a vista da janela, me surpreendo e sorrio por ver algo que me agrade. Não, não estou falando de um céu azul brilhante e árvores balançando suavemente, nem de um céu nublado, cinza e melancólico. Mas como assim? Claro, acho ambos os céus lindos e responsáveis por um bom dia, mas vai além disso. Talvez um dia bonito seja consequência do meu estado de espírito, do que tenho que fazer no dia, dos sonhos que sonhei ou não. 
Quando tenho um bom dia, é normal que apareça a nostalgia, que aliás, é consequência do clima, do céu, e de tudo que me cerca. As músicas, ah, as músicas, estas são responsáveis por manter meu dia bom. Gosto de ouvir músicas calmas, tranquilas e sinestésicas.
Mas tenho um detalhe, um detalhe muito cruel. Meus bons dias me fazem sofrer em dobro quando lembro deles, e quando os lembro, é porque estou em um momento de melancolia e tristeza profunda. Ainda sim, sonho com eles e quando os tenho, seguro com todas as forças pra não me escaparem da memória, depois.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Por hora

Odeio essa sensação
Sensação de estar explodindo
Sensação de vazio angustiante
Odeio essa aversão
Aversão ao novo
Ao novo que eu desejo conhecer
Aversão a tudo que me instiga
Odeio essa impressão
De nunca ter causado uma boa impressão

quinta-feira, 20 de março de 2014

Bem-vindo, outono.

Acordei com chuva, com um vento suave, céu nublado, parecia aqueles cenários de filme dramático que te faz chorar e refletir sobre seus propósitos. Não queria levantar, mas queria acordar pra poder contemplar e sentir aquela tarde linda e melancólica.
Com esforço, levante, enrolei, me cobri de indisposição e fui.
Não era tão ruim quanto imaginei, era pior. Saberia que iria ficar tão indisposta quanto quando pensei em levantar.
Depois de tomar chuva, levar jatos d'água de vários carros e ter a aparência piorada (ainda mais), vi que não poderia piorar, mas ah, sempre pode.
Como disse uma menina, enquanto eu escutava alguma música que falava sobre o Outono: Têm músicas que combinam com a estação. Poxa, verdade, inclusive o cabelo, a aparência e o humor. Mas não vou julgar, eu amo o outono, é minha estação preferida, minha e de todos os depressivos melancólicos.
Queria poder escrever com as mais belas palavras, queria sim, pois é 'O outono', mas não consigo pensar em nada, além de como eu esperava por essa estação e pelas árvores lindas de novo, coisa que não consigo ser.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Lascivo

Me beije.
Vem, acaba logo com essa vontade excruciante,acaba com esse meu ínfimo instinto avançante, sem mais.
Me beije.
Deixe que nossos corpos respondam à essa troca de olhares, essa troca de risos jogados na roda.
Me beije.
Se aproxime, deixe que eu sinta melhor esse cheiro inconfundivelmente delicioso e tentador.
Me beije.
Não me deixe ficar sem graça na tua presença, desviando do seu corpo culpado, para disfarçar.
Me beije.
Mas agora me beije de verdade, enquanto mato minha vontade mais carnal, mais esperada e desejada.
Me beije pra valer.
Se aproxime e conduza a dança de nossas línguas, conduza o beijo, quero me submeter à reciprocidade.
Me beije como queira.
Eu quero apenas atormentar o que me atormenta, na sua boca ou extensivamente fora dela.
Mas por ora, me aquiete.

Já está na hora de eu pensar em dormir, mas antes tem todo o ritual.
Tomo banho, escovo os dentes, confiro as atualizações nessas redes sociais, reclamo um pouco, jogo alguma coisa, penso no que tenho que fazer amanhã; e se não tenho nada, então enrolo mais um pouco.
Hoje está chovendo, então irei dormir melhor, como se eu esperasse por alguma chuva que aliviasse o calor desgraçado que eu sentia, que me fazia suar os peitos e o resto, me grudava e enojava. Mas hoje não, hoje tomei um ótimo banho, esperei a chuva chegar e me acolhi nela, vou dormir bem, que alegria.
Espera, meus olhos estão pesados, minha mente também, vish, não será agora. Hey, chuva! Não vá embora agora não, a insônia veio me visitar, vou dar um pouco de atenção à ela, depois volto pra lhe acolher. 

terça-feira, 18 de março de 2014

Desabafo

Tento levantar da cama, ultimamente meu cansaço físico-mental me consome, pra não dizer que sou apenas isto. Eu me pergunto quando vou deixar esse comodismo de lado e parar de colocar a culpa no que tenho pra fazer. Afinal, o que tenho pra fazer? 
Ah, mas é verdade, eu estudo muito, pego circular lotada, todos os dias, ando demais, leio demais, estudo demais, reclamo demais, apenas isso. É claro, não faço tudo com nem sessenta por cento da minha capacidade real (o que não é muito) e mesmo assim ainda invento desculpas pra tudo. Me encho de perguntas que sei que não vou conseguir responder, assim como as promessas que faço em vão, como as metas que nunca irei cumprir, ou como toda essa reclamação de coisas que já me acostumei. 
Eu preciso de espaço pra poder me sufocar.

Mais uma sobre depressão

Então eu caio.
Sofro um pouco, até o efeito bater, depois já era, bateu.
Então eu me levanto.
Sofro um pouco, até recuperar a consciência, depois já era, já foi.
Então eu caio novamente, caio até tomar consciência de que não posso me levantar permanentemente, apenas o suficiente. 
Suficientemente eu caio em si.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Diálogo com o sono

-Eu deveria dormir, sim, deveria. Eu deveria dormir, logo (na verdade, sempre devo). Meus devaneios não deixam. Poxa!
-Você quer dormir, não, não precisa ter pressa, só tenha consciência de como irá acordar logo menos.
- É verdade, droga! Não, não quero dormir, mas eu preciso. 
-O que te impede?
- Meus devaneios. Mas na verdade, eles me impedem de qualquer coisa real o suficiente pra manter minha sanidade aparentemente aceitável.
-Então está culpando seus devaneios pela sua falta de sono?
-Não! Em momento algum eu disse que o culpava, e estou com sono, ainda.
-O que era pra ter dito?
-Estou tentando um acordo com ele, mas vi que não funciona.
-Com quem? Seus devaneios?
-Exato!
-E como estão reagindo?
-Bom, eles são teimosos, mas eu sou mais ainda. Os convenci a entrarem na minha vida e me despertarem.
-Como assim?
-Eles me mantém sonhando, e algumas vezes, fazem hora-extra. 
-Como?
-Como agora.

Sobre a vontade de escrever em um Blog

É, meu nome é Paola, tenho 18 anos e escrevo em um Blog desde os 13. 
Fico pensando, por que diabos eu fiquei tanto tempo sem escrever? Talvez (não, é) porque eu escrevo tão mal, a ponto de ninguém entender o que expresso (isso porque eu sou melhor escrevendo do que falando) e, bom, isso é o que meu pessimismo rotineiro me permite pensar. O fato é, eu escrevo muito, aos montes, sem parar, incontrolavelmente, sobre tudo, de todos os estilos possíveis de escrita, de soneto à crônica. Nunca tive preconceitos, aliás, essa minha liberdade fode minha mente e não me permite terminar um bom texto ou uma boa conversa. Quero sempre vomitar as palavras, atropelar a ordem dos argumentos, bagunçar e construir pra demolir, é contraditório, mas eu realmente sou.
 Eu sinceramente não sei o que vou escrever, mas quero escrever, e isso importa. Quem sabe com algumas doses de incentivo eu continuo minha escrita. Agora o que me incomoda, eu escrevia bem melhor aos 13 do que agora, mas afinal, a tendência é piorar.