Estou experimentando um novo tipo de solidão
Nem sei dizer quando ela tomou conta de mim, nem quando me abandonará
Talvez não queira me abandonar
Talvez eu me encontre de vez, nela (e com ela)
Ou talvez seja como todas as coisas que passam por mim, me devastando e me consumindo, até se cansarem e irem embora
Mas, sinceramente, eu não tenho perspectiva alguma
Nenhuma expectativa, nenhuma frustração, nenhuma lamúria, nenhuma injúria
O que mais meu coração surrado pode aguentar?
Coitado, já está todo calejado, marejado, naufragado e nunca mais denodado
Já é um coração sepultado pelas tantas decepções que eu jurei que sabia evitar
Mas agora, agora essa solidão não me invade
Talvez ela sempre esteve ali, esperando um momento oportuno para um gesto amistoso
Ou talvez essa solidão seja a estabilidade que faltava na minha vida
E talvez nem seja solidão
Acho que posso chamar de amadurecimento
Que seja, a graça da vida se perde na previsibilidade das suas emoções
Mas e quando você as perdem?
Quando não há nada mais emocionante na sua vida do que escolher a roupa para ir ao mercado
E seu olhar já está treinado a ir ao chão, para escolher melhor as palavras para amenizar o tom grosseiro da sua impaciência
Quando você perde sua essência por meia dúzia de sorrisos que te aceitem para falar mal dos outros
O que resta de mim além dessa nova solidão?
O que restará depois de tudo que me atingiu e me blindou para novas emoções?
Se resta, não me deixe saber, jamais.
Nem sei dizer quando ela tomou conta de mim, nem quando me abandonará
Talvez não queira me abandonar
Talvez eu me encontre de vez, nela (e com ela)
Ou talvez seja como todas as coisas que passam por mim, me devastando e me consumindo, até se cansarem e irem embora
Mas, sinceramente, eu não tenho perspectiva alguma
Nenhuma expectativa, nenhuma frustração, nenhuma lamúria, nenhuma injúria
O que mais meu coração surrado pode aguentar?
Coitado, já está todo calejado, marejado, naufragado e nunca mais denodado
Já é um coração sepultado pelas tantas decepções que eu jurei que sabia evitar
Mas agora, agora essa solidão não me invade
Talvez ela sempre esteve ali, esperando um momento oportuno para um gesto amistoso
Ou talvez essa solidão seja a estabilidade que faltava na minha vida
E talvez nem seja solidão
Acho que posso chamar de amadurecimento
Que seja, a graça da vida se perde na previsibilidade das suas emoções
Mas e quando você as perdem?
Quando não há nada mais emocionante na sua vida do que escolher a roupa para ir ao mercado
E seu olhar já está treinado a ir ao chão, para escolher melhor as palavras para amenizar o tom grosseiro da sua impaciência
Quando você perde sua essência por meia dúzia de sorrisos que te aceitem para falar mal dos outros
O que resta de mim além dessa nova solidão?
O que restará depois de tudo que me atingiu e me blindou para novas emoções?
Se resta, não me deixe saber, jamais.