domingo, 6 de março de 2016

Evitando

Eu consigo dizer quantas lágrimas segurei, ao pensar "não precisa chorar por isso, você já está acostumada", quando na verdade doía como se fosse a primeira experiência?
Posso me cobrar a cada decepção que causei em pessoas alheias, ao me convencer de que elas não se importavam?
E na hora de desligar o telefone, será que alguém esperou que eu disse "desliga, você"?
Será que eu já fiz alguém chorar do outro lado da tela, ao ignorar tudo o que me diziam, por medo de acreditar e me decepcionar novamente?
Talvez já pensaram em mim, depois de algum beijo, ouvindo uma música que futuramente eu estragaria por ser um erro.
Como lidar com tantos desencontros e situações desesperadoras, onde seu egoísmo ou insegurança, te faz achar que só você está sentindo, quando na verdade está tudo errado pra ambas as partes?
Meus planos românticos poderão ser compartilhados sem alguém rir de mim ou se afastar porque assustei e fui muito rápida?
Quem eu sou e o que eu quero?
Depois do primeiro amor, é obrigatório se convencer de que tudo nunca terá o mesmo sabor?
Mas eu posso mesmo me entregar?
E se?
Por que tantos questionamentos não me levam a uma questão principal?
Tem que ser tudo resolvido?
Acho que dá pra adiar mais um pouco, adiar decepções, alegria, coração acelerado e sorrisos repentinos, assim como uma falsa imagem que eu crio sem saber qual meu verdadeiro rosto.