sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Humana demais

Sou uma inútil, um nada em meio a um vazio.
Me afogo em minhas próprias lágrimas, e nado
Nado em busca de ar, mas me sufoco mais e mais, e mais...
Sou uma infeliz, uma farpa no dedo indicador.
Aquela que todos querem se ver livre, longe.
Me afundo em meu colchão, encolhida, com a cara no travesseiro, e choro.
E repito: Por deus, nunca me vi tão só. E choro.
Sou uma pessoa frágil, humana demais, sensível em vão.
E finjo meus sorrisos em busca de outro que possa me confortar.
Acredito demais e ao mesmo tempo desconfio de tudo, de qualquer pessoa.
Não sou igual a ninguém, não me encaixo em nenhum círculo, em nenhuma conversa, nenhum abraço. Eu corro. Não me alcanço.
Minha diversão é dormir, olhar pro teto, lembrar de coisas inalcançáveis, irrealizáveis, ilusórias.
Eu crio amores que nunca darão certo, beijos que nunca aconteceram, trilha sonora pra uma cena exageradamente romântica e impossível.
Eu amo em vão, eu não amo, eu sou egoísta, cruel, impulsiva. Eu só preciso de atenção.
Eu sou um monstro, uma anti heroína, uma própria fantasia que criei pra me salvar de mim mesma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário