sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Chuva incessante

Com os olhos semicerrados e o ouvido aguçado
Teus primeiros sinais, não é novidade alguma
O barulho que causa amor e ódio
Cansaço ou inspiração
Chuva de verão?
Cidade molhada
Felicidade alagada
Compromissos, tênis encharcado
Sombrinha sem descanso
Melancolia infinita
No fone, as mesmas músicas
Desculpa, chuva não combina com festividade 
E tem como ser feliz nesse luto climático eterno?
Hibernei minhas emoções
Dancei um tango com a solidão
E aceitei
Se amanhã ou depois fizer sol
A sequela desse tempo estará em mim
E bem que poderia continuar assim

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