domingo, 23 de março de 2014

Segunda-feira

Sabe, hoje eu tirei o dia para ter um bom dia.
Sem preocupações, sem aparências ou qualquer coisa que possa me reprimir.
Eu me pergunto: por que diabos não faço isso com frequência? O que me impede? O que me falta (ou me sobra)? 
Bons dias não são aqueles dias felizes, talvez passem longe disso, ou talvez seja indefinível, afinal, sempre tive aquela opinião de que coisas boas não são facilmente descritíveis, e se são, são vagos demais. 
Eu me preocupo tanto em ter um bom dia, que talvez por isso, os evito. Que besteira, eu preciso fingir pra quem? Se eu disser que estou tendo um bom dia, todos os dias, então ele se torna desvalorizado, tsc. 
Gosto daqueles dias em que eu abro os olhos, levanto e quando confiro a vista da janela, me surpreendo e sorrio por ver algo que me agrade. Não, não estou falando de um céu azul brilhante e árvores balançando suavemente, nem de um céu nublado, cinza e melancólico. Mas como assim? Claro, acho ambos os céus lindos e responsáveis por um bom dia, mas vai além disso. Talvez um dia bonito seja consequência do meu estado de espírito, do que tenho que fazer no dia, dos sonhos que sonhei ou não. 
Quando tenho um bom dia, é normal que apareça a nostalgia, que aliás, é consequência do clima, do céu, e de tudo que me cerca. As músicas, ah, as músicas, estas são responsáveis por manter meu dia bom. Gosto de ouvir músicas calmas, tranquilas e sinestésicas.
Mas tenho um detalhe, um detalhe muito cruel. Meus bons dias me fazem sofrer em dobro quando lembro deles, e quando os lembro, é porque estou em um momento de melancolia e tristeza profunda. Ainda sim, sonho com eles e quando os tenho, seguro com todas as forças pra não me escaparem da memória, depois.

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